Empresária critica tratamento dado pela imprensa, questiona o uso do termo “lobista” e afirma que relatório da Polícia Federal não aponta provas de que ela tivesse conhecimento de irregularidades investigadas no caso Banco Master e INSS.
A empresária Roberta Luchsinger se manifestou nesta sexta-feira para rebater o rótulo de “lobista” que vem sendo atribuído ao seu nome em meio à repercussão do caso envolvendo as investigações sobre o Banco Master e o INSS.
Em sua declaração pública, Roberta questionou a forma como a imprensa tem apresentado sua atuação e afirmou que existe uma diferença de tratamento entre homens e mulheres em situações semelhantes.
“Enquanto a mídia me trata como ‘lobista’, os demais homens citados têm a prerrogativa de serem ‘empresários’”, declarou a empresária ao criticar o uso do termo associado a ela.
Para defender sua posição, Roberta citou um relatório recente da Polícia Federal, afirmando que o documento não apresentaria elementos capazes de comprovar que ela tinha conhecimento de qualquer irregularidade relacionada aos valores recebidos por pessoas investigadas.
Segundo a empresária, a própria PF indicaria a ausência de provas de dolo, ou seja, de uma intenção comprovada de participar ou contribuir com eventuais fraudes investigadas.
Roberta também mencionou o trecho do relatório que, segundo ela, não encontraria elementos técnicos suficientes para vincular Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, às fraudes relacionadas aos descontos associativos do INSS.
A manifestação ocorre em meio ao aumento da exposição pública do caso e às discussões sobre os envolvidos nas apurações conduzidas pelas autoridades.
A empresária afirmou que está encarando a situação com serenidade e que espera que sua conduta seja analisada a partir dos fatos, documentos e provas disponíveis.
Roberta reforçou que rótulos e interpretações antecipadas podem prejudicar a avaliação correta de qualquer pessoa antes da conclusão das investigações.
Ao final, ela pediu que o caso seja tratado com base no devido processo legal e que prevaleça a análise técnica sobre julgamentos feitos pela opinião pública.
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