“CARECA DO INSS” PEDE À JUSTIÇA ELEITORAL PARA VOTAR DENTRO DA PAPUDA DURANTE AS ELEIÇÕES

REDAÇÃO

Antônio Carlos Camilo Antunes, preso preventivamente, solicitou o direito de votar em uma seção eleitoral especial dentro do complexo penitenciário, conforme as regras destinadas a presos provisórios.

O empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, solicitou oficialmente à Justiça Eleitoral o direito de votar nas próximas eleições diretamente do Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. A medida busca garantir sua participação no processo eleitoral mesmo durante o período em que permanece preso preventivamente.
O pedido foi feito após policiais penais entregarem formulários de recadastramento eleitoral na unidade prisional onde o empresário e seu filho, Romeu, estão detidos. Inicialmente, ambos teriam assinado o documento acreditando se tratar apenas de um procedimento administrativo comum do presídio.
Após consultarem seus advogados, os dois decidiram manter a solicitação, considerando que suas prisões preventivas seguem em vigor e que não há previsão de mudança na situação judicial no curto prazo. A defesa passou a acompanhar o procedimento para garantir a transferência temporária da seção eleitoral.
A direção da Papuda encaminhou ao Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) a relação dos presos provisórios interessados em votar, incluindo o nome de Antônio Carlos Camilo. O tribunal deverá organizar a estrutura necessária para a realização da votação dentro do sistema prisional.
Caso autorizado, o empresário poderá votar por meio de uma urna eletrônica instalada em uma seção eleitoral especial dentro do Centro de Detenção Provisória, seguindo o procedimento destinado a presos provisórios que mantêm seus direitos políticos.
A votação em unidades prisionais permite que pessoas presas sem condenação definitiva exerçam o direito ao voto, já que a legislação brasileira mantém os direitos políticos de quem ainda não possui sentença definitiva.
O “Careca do INSS” ganhou notoriedade após ser apontado pela Polícia Federal como um dos principais nomes investigados em um esquema envolvendo descontos considerados fraudulentos em benefícios de aposentados e pensionistas.
Segundo as investigações, Antônio Carlos Camilo teria atuado como operador financeiro e lobista no esquema, com suspeitas relacionadas a crimes como corrupção e lavagem de dinheiro. A defesa do empresário nega irregularidades e acompanha o andamento do processo judicial.
A possibilidade de votar dentro da Papuda reacende o debate sobre os direitos políticos de presos provisórios e sobre a aplicação das regras eleitorais para pessoas que ainda respondem a processos na Justiça.
Mesmo detido, o empresário busca garantir sua participação nas eleições, enquanto a Justiça Eleitoral analisa os procedimentos necessários para que presos provisórios aptos possam exercer o direito ao voto dentro do sistema penitenciário.
Foto: Agência Senado