Diretor-geral afastado deixou solenidade na Academia Nacional de Polícia e se reuniu reservadamente com o diretor-executivo da corporação para tratar dos próximos passos após a decisão de André Mendonça.
Após ser comunicado do afastamento preventivo determinado pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, desistiu de participar de uma solenidade oficial em Brasília. A decisão ocorreu logo após a notificação judicial que retirou temporariamente Rodrigues do comando da corporação.
Antes de deixar a Academia Nacional de Polícia, Andrei Rodrigues realizou uma reunião reservada com o diretor-executivo da Polícia Federal para discutir os próximos passos internos após a decisão do Supremo.
O encontro teve como objetivo alinhar os procedimentos administrativos e avaliar como a corporação seguirá durante o período de afastamento da direção-geral.
A saída do evento oficial marcou o primeiro movimento público do chefe afastado da PF após a decisão que também atingiu o diretor de Inteligência da instituição, Leandro Almada.
O afastamento determinado por Mendonça ainda será analisado pela Segunda Turma do STF, que deverá decidir se mantém ou altera a medida cautelar aplicada aos integrantes da cúpula da Polícia Federal.
A decisão do ministro gerou forte repercussão dentro da corporação, já que envolve diretamente o comando da instituição responsável por diversas investigações de grande impacto nacional.
Nos bastidores, a Polícia Federal passou a administrar os efeitos da mudança temporária na liderança, enquanto aguarda a definição do Supremo sobre o futuro da medida.
Andrei Rodrigues estava à frente da direção-geral da PF desde 2023 e possui uma carreira de mais de duas décadas dentro da instituição, tendo ocupado cargos estratégicos antes de assumir o comando.
O caso aumentou a tensão institucional envolvendo setores do Judiciário e da Polícia Federal, colocando a atuação da corporação no centro de uma disputa jurídica e política.
Agora, os próximos passos dependem da análise da Segunda Turma do STF e dos desdobramentos das investigações internas determinadas após o afastamento da cúpula da Polícia Federal.
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