Sessão extraordinária do plenário, marcada para terça-feira (15), às 10h, será transmitida ao vivo pela TV Justiça, Rádio Justiça e YouTube, com análise sobre a possível abertura de investigação envolvendo Alexandre de Moraes.
O Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou que a sessão extraordinária do plenário marcada para terça-feira (15), às 10h, será transmitida ao vivo pelos canais oficiais da Corte. A decisão permitirá que o público acompanhe os votos e debates em tempo real por meio da TV Justiça, Rádio Justiça e YouTube.
A sessão terá como pauta a Petição 16.662, relatada pelo ministro André Mendonça, que analisa se será instaurado ou não um inquérito envolvendo o ministro Alexandre de Moraes.
O julgamento ganhou destaque por envolver, pela primeira vez, uma deliberação aberta do plenário do STF sobre a possibilidade de investigação criminal contra um dos próprios integrantes da Corte.
Nos bastidores, houve discussão sobre a realização de uma sessão sigilosa devido à sensibilidade do caso, mas o entendimento final foi pela manutenção da transparência e da transmissão pública.
A decisão de exibir a sessão ao vivo reforça o argumento de que temas de grande repercussão institucional devem ser acompanhados pela sociedade.
Apesar da transmissão aberta, jornalistas e repórteres não poderão permanecer dentro do plenário durante o julgamento. A cobertura será feita a partir do comitê de imprensa ou por meio de telões disponibilizados.
O caso envolve mensagens atribuídas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro e chegou ao Supremo após questionamentos sobre possíveis desdobramentos jurídicos relacionados ao conteúdo apreendido.
A expectativa é que a sessão concentre atenção nacional, já que o resultado poderá gerar impactos políticos e institucionais dentro e fora do tribunal.
Ministros do STF deverão analisar os argumentos apresentados pelas partes antes de decidir se há elementos suficientes para a abertura formal de uma investigação.
Com a transmissão ao vivo, o Supremo busca garantir maior visibilidade ao processo decisório em um momento considerado delicado para a imagem e a atuação da Corte perante a opinião pública.
Foto: Divulgação