RADICALIZAÇÃO EXTREMISTA ISLÂMICA É CONFIRMADA EM INVESTIGAÇÃO SOBRE ATAQUE DENTRO DE COCKPIT DA FLYDUBAI

REDAÇÃO

Investigação aponta radicalização do copiloto acusado de atacar o comandante durante voo da Flydubai e tentar assumir o controle da aeronave

A investigação sobre o ataque dentro do cockpit de um voo da Flydubai aponta para a radicalização extremista islâmica do co-piloto Hammam Al-Hammami, natural de Omã, segundo as informações divulgadas sobre o caso.
Al-Hammami é acusado de atacar o comandante indiano durante o voo, que transportava mais de 170 pessoas, entre elas um grande número de passageiros israelenses.
Durante a ação, o co-piloto usou uma machadinha mantida no cockpit como equipamento destinado a situações de emergência e resgate.
O ataque deixou o comandante gravemente ferido, enquanto Al-Hammami buscava neutralizá-lo e assumir sozinho os controles da aeronave.
Mesmo ferido, o piloto conseguiu reagir e destravar a porta blindada do cockpit, permitindo que outras pessoas tivessem acesso à cabine.
Passageiros israelenses conseguiram entrar no cockpit e ajudaram a dominar o agressor, impedindo que ele permanecesse no controle da situação.
As informações divulgadas apontam que a intenção do agressor era tomar o controle do avião e provocar uma tragédia com as mais de 170 pessoas que estavam a bordo.
A investigação também identificou publicações antissemitas atribuídas ao co-piloto nas redes sociais, incluindo mensagens defendendo a morte de judeus.
Esses elementos passaram a integrar a apuração sobre a radicalização extremista islâmica de Al-Hammami e a motivação para o ataque ocorrido durante o voo.
O episódio também levanta questionamentos sobre os procedimentos de segurança e de avaliação de tripulantes da Flydubai, especialmente diante das informações que agora fazem parte da investigação sobre o perfil do co-piloto.
Foto: Divulgação