Levantamento sobre os resultados de Silva Jardim aponta variação de apenas um voto para Flávio Bolsonaro e acréscimo de 984 votos para Lula entre os turnos, em município que registrou 104 eleitores a menos no segundo turno
Uma análise baseada em dados oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) levantou um dado considerado, no mínimo, intrigante sobre a votação de Flávio Bolsonaro em Silva Jardim, no Rio de Janeiro: o senador teria passado de 8.932 votos no primeiro turno para 8.933 no segundo, um aumento de apenas um voto, enquanto Lula saltou de 4.450 para 5.434, incorporando 984 votos a mais, mesmo com o município registrando 104 eleitores a menos no segundo turno.
A discrepância chamou a atenção porque, em uma eleição de dois turnos, seria esperado algum grau de migração de votos entre os candidatos, especialmente diante da redução do eleitorado e da expressiva variação registrada na votação de Lula.
Um modelo de simulação Monte Carlo foi utilizado para estimar a probabilidade de um resultado tão específico, chegando a uma conclusão extraordinariamente baixa e comparando o evento à improbabilidade de acertar repetidamente resultados de uma moeda ou ganhar sucessivas vezes na Mega-Sena.
O levantamento levanta uma questão legítima que merece ser esclarecida tecnicamente: como se explica uma variação de apenas um voto na votação de Flávio enquanto centenas de votos adicionais aparecem na votação de Lula em um cenário de menor comparecimento?
📝 Texto: Rodolfo Oliveira
📸 Foto: Divulgação
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