Gravação atribuída ao presidente do Sindicato dos Rodoviários aponta orientação para adesivar apenas veículos que sairiam das garagens; Prefeitura afirma que o episódio afetou a circulação do transporte público
Um áudio atribuído ao presidente do Sindicato dos Rodoviários de Salvador, Fábio Primo, levantou suspeitas sobre uma suposta articulação para adesivar ônibus do transporte coletivo durante o segundo turno das eleições.
Na gravação, divulgada pelo Metrópoles, o interlocutor orienta integrantes da CTB a atuarem nas garagens, identificarem quais veículos sairiam dos pátios e colocarem os adesivos somente nesses ônibus.
A própria conversa menciona que não havia material suficiente para toda a frota.
O caso ganha ainda mais peso porque a legislação eleitoral proíbe propaganda em veículos que prestam serviço público.
A Prefeitura de Salvador afirmou que a presença dos adesivos interferiu na operação e que ônibus chegaram a permanecer nas garagens até a retirada do material.
No dia da votação, eleitores enfrentaram dificuldades para chegar aos locais de votação.
A pergunta é inevitável: se houve mobilização política para interferir na circulação dos ônibus, quem organizou, quem autorizou e quem será responsabilizado?
Em uma eleição, transporte público não pode virar instrumento de disputa partidária.
📝 Texto: Rodolfo Oliveira
📸 Foto: Divulgação
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