RAFAEL DEFENDE EQUILÍBRIO FISCAL, MAS DÍVIDA DO PIAUÍ VOLTA A SUBIR E CHEGA A 63% DA RECEITA CORRENTE LÍQUIDA

REDAÇÃO

Durante a gestão de Rafael Fonteles, o estado acumulou déficits primários de aproximadamente R$ 3,7 bilhões entre 2023 e 2025, enquanto o endividamento voltou a crescer, segundo levantamento citado pelo InfoMoney

O governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT), publicou nas redes sociais a frase “Viva o Equilíbrio Fiscal!!!” ao anunciar a permanência do secretário estadual da Fazenda, Emílio Joaquim de Oliveira Júnior.
A declaração ganhou repercussão porque Fonteles aparece entre os nomes cotados para assumir o Ministério da Fazenda no próximo mandato do presidente Lula.
Durante sua gestão como governador, entre 2023 e 2025, o Piauí registrou déficits primários em todos os anos, acumulando um resultado negativo de aproximadamente R$ 3,7 bilhões.
Outro dado que chama atenção é o crescimento do endividamento estadual. A dívida em relação à Receita Corrente Líquida voltou a subir e chegou à casa dos 63%, segundo levantamento publicado pelo InfoMoney.
O cenário contrasta com o período em que Fonteles comandou a Secretaria da Fazenda, entre 2015 e 2022, quando a proporção da dívida caiu de aproximadamente 57% para 37% da receita corrente líquida em 2020.
Naquele período, entretanto, os resultados primários também foram divididos: o estado registrou quatro anos de superávit e quatro anos de déficit, conforme dados da Secretaria da Fazenda.
Diante da piora dos resultados fiscais durante seu governo, Fonteles instituiu uma regra para limitar o crescimento das despesas estaduais por dez anos, buscando conter o avanço dos gastos públicos.
A administração estadual argumenta que os déficits estão relacionados à ampliação dos investimentos em infraestrutura e serviços públicos, financiados em parte por operações de crédito, cujas receitas não entram no cálculo do resultado primário.
O governo também destaca a redução relativa das despesas com pessoal e a capacidade de investimento do estado. Em 2025, o Piauí ocupou a primeira posição nacional em investimentos proporcionais à Receita Corrente Líquida, segundo o Centro de Liderança Pública.
Com a possibilidade de assumir o Ministério da Fazenda, o histórico das contas públicas piauienses coloca uma questão importante no debate nacional: como conciliar investimentos, crescimento da dívida, controle das despesas e responsabilidade fiscal?
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