MORAES DETERMINA DEVOLUÇÃO DE PASSAPORTES E ARMAS DE GENERAL DA RESERVA APÓS ABSOLVIÇÃO PELO STF

REDAÇÃO

Ministro autorizou a restituição de três passaportes e das armas pessoais de Estevam Cals Theophilo Gaspar de Oliveira, após o Supremo concluir que não havia provas suficientes para condená-lo

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (3) a devolução dos passaportes e das armas pessoais do general da reserva Estevam Cals Theophilo Gaspar de Oliveira. A decisão foi tomada após a absolvição do militar no processo em que era investigado.
A determinação atende a um pedido apresentado pela defesa do general, que solicitou a restituição dos bens apreendidos durante as investigações. O pedido foi analisado após o encerramento do processo judicial.
Ao todo, serão devolvidos três passaportes: dois comuns e um oficial. Os documentos estavam retidos pela Polícia Federal desde o período em que o militar era alvo das investigações.
Além dos documentos de viagem, Moraes autorizou a restituição das armas pessoais de Theophilo, que também haviam sido apreendidas durante as apurações conduzidas pelas autoridades.
O general da reserva havia sido denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por suposta participação em articulações relacionadas a planos de ruptura institucional.
Durante o julgamento, porém, o Supremo Tribunal Federal concluiu que não existiam provas suficientes para condená-lo. Alexandre de Moraes, inclusive, votou pela absolvição do militar.
Com o resultado do julgamento, a defesa passou a solicitar a devolução dos bens que permaneciam sob custódia das autoridades, argumentando que não havia mais justificativa para a manutenção das apreensões.
A decisão desta terça-feira representa mais uma consequência jurídica da absolvição, permitindo que o general recupere documentos e objetos pessoais que estavam retidos desde o avanço das investigações.
A restituição dos três passaportes também permite que Theophilo volte a utilizar seus documentos de viagem, sem a restrição que havia motivado sua retenção durante o processo.
A determinação de Moraes reforça os efeitos da decisão absolutória e encerra a retenção dos bens relacionados ao caso, conforme o pedido apresentado pela defesa do general da reserva.
Foto: Estadão