Uma situação dentro da esquerda alemã expôs o temor provocado por grupos ligados ao extremismo islâmico em Berlim.
Elif Eralp, candidata do partido Linke que liderou a eleição para prefeita com 25,7%, pediu que uma pergunta sobre Ibrahim Ibrahim fosse retirada de uma entrevista ao Der Spiegel.
Em anotações enviadas por engano ao jornal, afirmou: “Eu e meu marido temos medo dessa gente” e disse não querer colocar a família em risco.
Ibrahim esteve na festa eleitoral do Linke e, segundo a Deutsche Welle, é associado ao ambiente da Frente Popular para a Libertação da Palestina, considerada terrorista pela União Europeia.
Ele também chamou Yahya Sinwar, ex-líder do Hamas, de “mártir” e “herói”.
O episódio provocou pressão sobre a esquerda berlinense, que negocia um governo com SPD e Verdes e precisou incluir compromissos específicos contra o antissemitismo e o crime organizado.
O caso reacendeu o debate sobre até onde a esquerda pode tolerar grupos radicais em nome da causa palestina.
📝 Texto: Rodolfo Oliveira
📸 Foto: Divulgação
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