Em livro sobre os 580 dias de prisão do petista em Curitiba, o policial federal Jorge Chastalo Filho atribui a Lula críticas e ofensas dirigidas a ministros do STF, incluindo magistrados indicados por ele próprio e por Dilma Rousseff
O policial federal Jorge Chastalo Filho, que foi carcereiro de Lula durante os 580 dias de prisão em Curitiba, relata no livro “Banho de Sol” conversas em que o petista atacava ministros do STF que haviam sido indicados por ele ou por Dilma Rousseff.
Segundo Chastalo, Lula chamava Cármen Lúcia de “falsa humilde” e dizia ter se decepcionado com a ministra, que teria falado sobre “gratidão” ao pedir apoio para chegar à Corte.
Edson Fachin também era alvo de críticas. Lula teria dito que o ministro era um “filho da puta” e reclamado de decisões que mantiveram sua prisão.
Luiz Fux, por sua vez, teria sido chamado de “cachorro pidão” e “canalha” depois de derrubar uma autorização para que Lula concedesse entrevista na prisão.
O relato ainda aponta elogios a Gilmar Mendes e Celso de Mello e críticas à postura de outros ministros.
As declarações são atribuídas a Lula pelo ex-carcereiro e fazem parte do livro lançado por Chastalo.
📝 Texto: Rodolfo Oliveira
📸 Foto: Divulgação
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