DE OLHO NA PREFEITURA DE SP, ERIKA HILTON ENFRENTA IMPASSE POLÍTICO ENTRE PERMANECER NO PSOL OU MIGRAR PARA O PT

REDAÇÃO

Deputada confirmou interesse em disputar a Prefeitura de São Paulo em 2028 e revelou conversas com o PT, em meio a divergências internas no PSOL e negociações sobre seu futuro político

A deputada federal trans Erika Hilton (PSOL-SP) confirmou que pretende disputar a Prefeitura de São Paulo nas eleições municipais de 2028. A declaração coloca a parlamentar no centro das articulações da esquerda e abre uma nova disputa por espaço político na maior cidade do país. Apesar de demonstrar interesse na candidatura, ela ainda não definiu os próximos passos de seu projeto eleitoral.
Em entrevista ao g1, Erika Hilton revelou que mantém conversas com o Partido dos Trabalhadores (PT) e avalia a possibilidade de deixar o PSOL. A parlamentar demonstrou insatisfação com os rumos do processo eleitoral de 2026 e mencionou o descumprimento de acordos internos como um dos fatores que pesam em sua avaliação.
A possibilidade de mudança de legenda representa um desafio para o PSOL, que corre o risco de perder uma de suas principais figuras políticas. A eventual saída da deputada também poderia alterar o equilíbrio de forças dentro da esquerda paulista e provocar novas disputas por protagonismo.
A presidente nacional do PSOL, Paula Coradi, reagiu às movimentações e afirmou que o partido está aberto a negociar projetos futuros com Erika Hilton. A dirigente também manifestou interesse em lançar a parlamentar para cargos do Poder Executivo, incluindo a disputa pela Prefeitura de São Paulo.
A movimentação evidencia que a possível candidatura de Erika Hilton ainda depende de negociações partidárias e da construção de alianças. Mesmo com o interesse declarado, a deputada precisará superar divergências internas e conquistar apoio político para transformar a intenção em uma candidatura competitiva.
Reeleita deputada federal em 2026 com aproximadamente 1,5 milhão de votos, Erika Hilton ampliou sua influência eleitoral e consolidou seu espaço no cenário nacional. O resultado expressivo fortalece suas pretensões políticas, mas também aumenta as expectativas em torno de suas próximas decisões.
Antes de chegar à Câmara dos Deputados, em 2022, Erika Hilton construiu sua trajetória na política municipal como vereadora de São Paulo. Em 2020, foi a vereadora mais votada do país, resultado que contribuiu para estabelecer sua presença eleitoral na capital paulista.
A possível transferência para o PT também levanta questionamentos sobre o futuro de sua relação com o PSOL. A parlamentar terá de decidir se permanece na legenda que a projetou nacionalmente ou se busca no partido de Lula uma nova estrutura política para viabilizar seus planos eleitorais.
Enquanto as negociações avançam, a disputa pela Prefeitura de São Paulo em 2028 começa a entrar no radar das principais forças políticas. O interesse de Erika Hilton antecipa uma movimentação dentro da esquerda, que poderá enfrentar dificuldades para construir uma candidatura unificada.
Por enquanto, a deputada trans ainda não oficializou sua candidatura nem confirmou uma eventual mudança de partido. O cenário dependerá das negociações com PT e PSOL, das alianças que serão construídas e da capacidade de Erika Hilton de transformar sua força eleitoral em apoio político para disputar o comando da capital paulista.
Foto: FolhaPress