EUA RECONHECEM PEDRO ALLIANA COMO NOVO PRESIDENTE DO PARAGUAI E CLASSIFICAM PAÍS COMO PARCEIRO ESTRATÉGICO

REDAÇÃO

Em comunicado divulgado neste sábado (7), governo americano manifestou disposição de cooperar com a gestão de Alliana após o impeachment de Santiago Peña, destituído em meio às investigações sobre suspeitas de corrupção e favorecimento ao Ueno Bank

Os Estados Unidos reconheceram oficialmente Pedro Alliana como novo presidente do Paraguai após a destituição de Santiago Peña por meio de impeachment. Em comunicado divulgado neste sábado (7 de novembro), a embaixada americana em Assunção manifestou disposição de trabalhar com o novo governo e de manter a cooperação bilateral entre os dois países.
O secretário assistente de Estado para Assuntos do Hemisfério Ocidental, Juan Pablo Segura, classificou o Paraguai como parceiro estratégico. Em suas palavras, ele afirmou estar “ansioso para colaborar com o presidente Alliana e seu governo para promover os interesses tanto do povo americano quanto do paraguaio”.
Antes da votação do impeachment, na sexta-feira (6), a embaixada dos EUA já havia se pronunciado. Em nota, pediu respeito às instituições democráticas e à manutenção da paz no país, encorajando autoridades e população a preservar a ordem institucional.
Destituído pelo Senado em meio ao escândalo do Ueno Bank, Santiago Peña deixou neste sábado uma unidade militar em Assunção e foi conduzido ao Ministério Público para prestar depoimento. Ele havia sido detido na noite de sexta-feira em sua residência e transferido para o regimento militar após protestos em frente ao imóvel.
A Justiça paraguaia investiga o ex-presidente por suspeitas de lesão à confiança, tráfico de influência e administração em proveito próprio. Peña é acusado de favorecer o Grupo Vázquez, controlador do Ueno Bank, e de interferir na fiscalização do Banco Central do Paraguai.
A instituição financeira administrava cerca de R$ 4,5 bilhões em recursos públicos, incluindo verbas da Previdência. Peña também havia sido investidor da holding que controla o banco e, em 2023, nomeou Carlos Carvallo Spalding então presidente-executivo da companhia para comandar o Banco Central. Carvallo renunciou ao cargo nesta semana.
📝 Texto: @fabiianobraga
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