Declarações feitas durante sessão levantam críticas sobre uso da comissão para ataques pessoais
O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) acusou o relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), de estupro de vulnerável contra uma adolescente de 13 anos. A acusação foi feita no plenário da comissão, ao lado da senadora Soraya Thronicke, e afirma que do crime teria nascido uma filha hoje com 8 anos de idade.
Lindbergh Farias declarou ter “recebido indícios” da prática do crime, mas não apresentou qualquer documento, laudo, depoimento, boletim de ocorrência, inquérito policial ou processo judicial para sustentar a denúncia. A acusação ocorreu durante os trabalhos da CPMI do INSS, que investiga fraudes em benefícios previdenciários.
Lindbergh Farias já foi condenado em pelo menos três ações de improbidade administrativa. Como prefeito de Nova Iguaçu, foi punido por oferecer cargos públicos a vereadores e familiares em troca de apoio político, por utilizar caixas de leite e cadernetas escolares com sua imagem em campanha de reeleição e por não prestar contas de convênio federal destinado à adaptação de escolas para alunos com deficiência. Em todos os casos, a Justiça determinou multa milionária, suspensão dos direitos políticos por cinco anos e proibição de contratar com o poder público. As decisões de primeira e segunda instância foram mantidas.
A acusação sem apresentação de provas gerou críticas sobre o uso da comissão parlamentar para ataques pessoais. O caso ocorre no momento em que a CPMI do INSS finaliza seu relatório, com previsão de encerramento dos trabalhos neste sábado (28 de março de 2026).
Foto: Agência Brasil