GREVE DA EBSERH PARALISA HOSPITAIS UNIVERSITÁRIOS FEDERAIS EM 10 ESTADOS

REDAÇÃO

Paralisação por tempo indeterminado afeta atendimentos em vários estados e pressiona por reajuste salarial e melhores condições

Trabalhadores da Ebserh (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares), responsável pela gestão de dezenas de hospitais universitários federais, iniciaram greve nacional por tempo indeterminado a partir desta segunda-feira (30 de março de 2026). A paralisação afeta atendimentos em unidades de pelo menos dez estados.
Os servidores reivindicam reajuste salarial para corrigir perdas acumuladas que, em alguns casos, superam 20% a 25%, além de avanços em cláusulas sociais como vale-alimentação, auxílio-creche e cesta básica. Apesar de mediações no Tribunal Superior do Trabalho (TST), a Ebserh, vinculada ao Ministério da Educação, não apresentou proposta econômica considerada suficiente pelos sindicatos.
A greve impacta hospitais em Minas Gerais (Hospital de Clínicas da UFU em Uberlândia e HU da UFJF em Juiz de Fora), Paraíba (HULW em João Pessoa, Campina Grande e Cajazeiras), Mato Grosso do Sul (HU da UFMS em Campo Grande, com cerca de 40% de adesão), Ceará, Bahia, Rio Grande do Sul, Goiás, Sergipe, Amapá e outros estados. Cirurgias eletivas, consultas e serviços não essenciais foram suspensos ou reduzidos, com manutenção do mínimo legal de 30% em urgências e emergências.
A Ebserh informou que continua negociando e que serviços essenciais estão garantidos. Os sindicatos criticam a demora no diálogo e a proposta inicial considerada insuficiente. Novas rodadas de negociação estão marcadas no TST, mas não há previsão de fim da greve até o momento.
Foto: Marcos Maluf