
URGENTE: O Supremo Tribunal Federal mais uma vez expõe fragilidades no sistema de distribuição de processos ao transferir, por sorteio eletrônico, a relatoria de um mandado de segurança que cobra a instalação de uma CPI sobre o escândalo do Banco Master. Inicialmente sorteado para o ministro Dias Toffoli, o caso foi redistribuído após o magistrado se declarar suspeito por “motivo de foro íntimo”, uma justificativa vaga e sem transparência que alimenta desconfianças sobre possíveis conflitos de interesse não declarados. Toffoli, que já havia deixado a relatoria do inquérito principal do Banco Master em fevereiro após menções a seu nome em investigações da Polícia Federal, agora evita novamente o tema, reforçando críticas à imparcialidade da Corte em assuntos sensíveis envolvendo figuras políticas e financeiras.
O novo relator sorteado foi o ministro Cristiano Zanin, ex-advogado do presidente Lula nos processos da Lava Jato e indicado diretamente por ele ao STF em 2023. A escolha, embora formalmente aleatória, levanta questionamentos sobre a independência do tribunal em um contexto de investigações que envolvem fraudes bancárias, desvio de recursos e possíveis ligações com o poder econômico e político. O mandado de segurança, impetrado pelo deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), busca forçar a Câmara dos Deputados a abrir a comissão parlamentar para apurar relações entre o Banco Master e o BRB, mas a concentração de decisões em ministros com históricos de proximidade ao governo atual compromete a credibilidade do Judiciário e reforça a percepção de que o STF atua mais como escudo do que como fiscal da legalidade em casos de grande repercussão.
Foto: STF