Levantamento do Metrópoles aponta que Flávio Bolsonaro inicia o segundo turno com uma rede mais ampla de palanques estaduais consolidados, enquanto Lula mantém maior concentração de aliados no Nordeste
Flávio Bolsonaro (PL) inicia o segundo turno das eleições presidenciais de 2026 com uma presença mais ampla de palanques estaduais consolidados do que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), segundo levantamento publicado pelo Metrópoles nesta quarta-feira (7).
O levantamento considera os estados onde candidatos aliados foram eleitos ainda no primeiro turno ou onde grupos políticos locais mantêm apoio definido a apenas um dos dois candidatos à Presidência.
Nesse cenário, Flávio chega à nova etapa da campanha com uma rede de aliados distribuída por diferentes regiões do país, incluindo estados do Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Norte.
Lula, por sua vez, mantém seus principais palanques estaduais concentrados no Nordeste, região onde aliados do presidente seguem desempenhando papel importante na campanha pela reeleição.
Alguns estados não foram incluídos diretamente na comparação porque apresentam uma disputa local envolvendo grupos ligados aos dois candidatos à Presidência, o que impede a classificação de um palanque exclusivo.
Amazonas, Distrito Federal e Rio de Janeiro estão entre os locais em que a configuração política do segundo turno estadual mantém aliados dos dois lados envolvidos nas disputas.
Também existem estados onde o apoio presidencial permanece indefinido ou é considerado neutro, como Amapá, Maranhão, Pernambuco e Tocantins. Em Alagoas, há apoio de integrantes de uma das chapas a Flávio, mas o estado não entrou na contagem principal do levantamento.
A distribuição dos palanques ganha importância porque governadores, candidatos e lideranças estaduais podem participar diretamente das agendas, mobilizações e articulações políticas dos presidenciáveis durante as próximas semanas.
Com o início oficial da campanha do segundo turno, Flávio e Lula devem intensificar viagens e compromissos nos estados considerados estratégicos, além de buscar apoios de candidatos que ficaram fora da disputa após o primeiro turno.
A eleição presidencial será decidida em 25 de outubro, quando os eleitores voltarão às urnas para escolher entre Flávio Bolsonaro e Lula. Até lá, a composição dos palanques estaduais deverá continuar sendo um dos elementos da articulação política das duas campanhas.
Foto: EFE