
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou busca e apreensão na residência do jornalista maranhense Luís Pablo Conceição Almeida, com a apreensão de celulares e notebook.
A medida, inserida no inquérito das fake news, baseia-se em indícios de que o jornalista teria cometido crime de perseguição, além de outras condutas relacionadas, a partir de reportagens publicadas desde novembro de 2025. Nas matérias, Luís Pablo apontava suposto uso irregular de veículo oficial do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA) por familiares do ministro Flávio Dino, alegando que o automóvel era utilizado para fins particulares.
Moraes argumentou que tais publicações extrapolariam o exercício do jornalismo regular, configurando monitoramento ou assédio contra integrante do STF, e determinou análise prioritária do material apreendido pela Polícia Federal, com relatório parcial previsto em até 30 dias.
A decisão provocou críticas de setores da imprensa e da oposição, que consideram o episódio como censura ou intimidação ao jornalismo investigativo local.
Texto: @jornalista.rodolfo.oliveira
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