
Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), especialmente da Segunda Turma, discutem nos bastidores uma possível alternativa jurídica para a situação de Daniel Vorcaro, principal investigado no caso envolvendo o Banco Master.
Interlocutores ligados ao meio político e jurídico teriam defendido a possibilidade de substituir a prisão preventiva por prisão domiciliar, medida que reduziria a pressão por uma eventual delação premiada que poderia citar nomes influentes do Congresso Nacional e de outros poderes.
O julgamento virtual do caso foi iniciado nesta sexta-feira (13) sem a participação do ministro Dias Toffoli. Participam da análise os ministros André Mendonça, relator do processo e favorável à manutenção da prisão preventiva, Luiz Fux, que tende a acompanhar o relator, além de Gilmar Mendes e Kassio Nunes Marques, que estariam inclinados a avaliar a aplicação de medidas cautelares mais brandas, como a prisão domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica.
Nesse cenário, um eventual empate em 2 a 2 poderia favorecer o investigado, permitindo a substituição da prisão pela permanência em casa sob monitoramento eletrônico.
Segundo avaliações da Polícia Federal, a eventual soltura poderia reduzir as chances de colaboração premiada, enquanto a manutenção da prisão na Penitenciária Federal de Brasília aumentaria a pressão para um acordo. De acordo com informações do caso, a defesa de Vorcaro já teria realizado sondagens iniciais junto à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República sobre a possibilidade de delação.
Texto: @jornalista.rodolfo.oliveira
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