
A França anunciou o envio de cerca de 10 navios de guerra adicionais para a região do Oriente Médio em meio à escalada de tensões envolvendo o Irã, Estados Unidos e Israel. No dia 9 de março de 2026, o presidente Emmanuel Macron declarou que a Marinha francesa mobilizaria oito fragatas, dois porta-helicópteros anfíbios e o grupo de porta-aviões nuclear Charles de Gaulle, já posicionado no Mediterrâneo Oriental, para o Mediterrâneo, o Mar Vermelho e, potencialmente, o Estreito de Ormuz. A missão é descrita como puramente defensiva e de escolta, com o objetivo de proteger a liberdade de navegação, apoiar aliados ameaçados pelo conflito e preparar a escolta de petroleiros e navios porta-contêineres para reabrir gradualmente a rota estratégica, por onde transita cerca de 20% do petróleo mundial e que enfrenta bloqueios e ameaças iranianas desde o início da guerra.
O anúncio francês ganhou novo destaque após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicar na Truth Social, neste sábado (14 de março de 2026), um apelo direto para que países como China, França, Japão, Coreia do Sul e Reino Unido enviem navios de guerra para cooperar com os EUA na manutenção do Estreito de Ormuz aberto e seguro. Trump afirmou que muitos países já se comprometeram a participar dessa operação conjunta, em resposta às tentativas iranianas de fechar a passagem marítima vital. Embora o envio francês tenha sido anunciado dias antes do post de Trump, o timing coincide com a crescente pressão internacional para restaurar o tráfego comercial na região e evitar impactos maiores nos mercados globais de energia.
Foto: Divulgação