
A Polícia Federal enviou ao Supremo Tribunal Federal o relatório final de uma investigação que aponta o deputado federal Júnior Mano, do PSB do Ceará, como líder de uma rede estruturada de corrupção. O esquema envolveria desvio de emendas parlamentares, fraudes em licitações, financiamento ilegal de campanhas, compra de votos e movimentação de cerca de oitocentos milhões de reais em recursos públicos entre 2020 e 2025. As quebras de sigilo de comunicações revelaram um conjunto extenso de mensagens de WhatsApp, e-mails e planilhas que, segundo os investigadores, comprovam a atuação do parlamentar como operador ativo da organização criminosa.
Entre as mensagens interceptadas e enviadas ao STF, sob relatoria do ministro Gilmar Mendes, destacam-se conversas que indicam influência de Júnior Mano na gestão do governador Elmano de Freitas, do PT. A PF interpreta uma troca de mensagens entre o deputado e o governador como possível troca de favores, relacionada a uma amiga do parlamentar empregada na Casa Civil do estado. O relatório também menciona contatos de Júnior Mano com outras figuras do governo federal e estadual, como o ministro Camilo Santana, embora Elmano de Freitas não figure como alvo principal indiciado. A defesa do deputado classifica as conclusões como exageradas e sem provas concretas, enquanto o caso segue sob sigilo parcial na Corte.
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