EUA avaliam liberar petróleo iraniano sancionado para conter alta dos preços
REDAÇÃO
O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, declarou, nesta quinta-feira (19), que o governo americano pode retirar as sanções de cerca de 140 milhões de barris de petróleo iraniano já em alto mar, óleo sancionado e retido em navios-tanque.
Em meio a uma guerra no Golfo que elevou os preços do petróleo acima de US$ 100 por barril por semanas, causando inflação galopante em combustíveis e pressão política interna, a administração recorre a uma medida que essencialmente alivia o regime iraniano, financiador do terrorismo global, do Hezbollah ao Hamas e das milícias xiitas, para tapar o buraco imediato nos preços domésticos.
Bessent justifica que isso adicionaria suprimento equivalente a 10 a 14 dias de demanda global, ajudando a conter os preços por curto prazo.
O problema é que, ao liberar esse estoque, os EUA estão indiretamente injetando bilhões de dólares no caixa do aiatolá Khamenei, que usa essas receitas para financiar drones, mísseis balísticos e ataques contra Israel e interesses americanos.
Enquanto o Pentágono pede US$ 200 bilhões adicionais para sustentar a guerra contra o Irã, e o Tesouro avalia liberar mais reservas estratégicas dos EUA, Bessent anuncia essa “flexibilização” como se fosse uma vitória tática.
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