Aliados europeus e Japão anunciam disposição para ajudar na reabertura do Estreito de Ormuz
Em meio à escalada do conflito no Oriente Médio envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, seis países, Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Países Baixos (Holanda) e Japão, divulgaram, nesta quinta-feira (19 de março de 2026), uma declaração conjunta expressando disposição para contribuir com esforços que garantam a passagem segura pelo Estreito de Ormuz.
A nota oficial, emitida pelos líderes desses países, condena “nos termos mais fortes” os recentes ataques iranianos contra navios comerciais desarmados no Golfo Pérsico, agressões a infraestruturas civis (incluindo instalações de petróleo e gás) e o bloqueio de fato do estreito imposto pelas forças iranianas. Os signatários manifestam “profunda preocupação” com a escalada do conflito e exigem que o Irã cesse imediatamente ameaças, lançamento de minas, ataques com drones e mísseis, além de outras ações que impeçam o tráfego comercial.
“Expressamos nossa prontidão para contribuir com esforços apropriados para garantir a passagem segura pelo Estreito”, afirmam os líderes no texto, destacando também o compromisso em estabilizar os mercados globais de energia gravemente afetados pelo bloqueio.
O Estreito de Ormuz, via marítima estratégica entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, é responsável pelo trânsito de cerca de 20% do petróleo e de uma parcela significativa do gás natural liquefeito (GNL) comercializados no mundo. Desde o início da guerra, o Irã tem usado minas, drones e ameaças navais para interromper o fluxo, o que elevou os preços do petróleo em 30-40% nas últimas semanas e gerou temores de crise energética global.
A declaração representa uma mudança de tom em relação aos dias anteriores. Entre 15 e 18 de março, vários desses mesmos países (incluindo Alemanha, Itália, Japão e outros) haviam recusado ou hesitado em atender aos apelos diretos do presidente americano Donald Trump, que cobrava o envio de navios de guerra para patrulhar e desminar a rota. Trump chegou a criticar publicamente os aliados, acusando-os de ingratidão e afirmando que os EUA “não precisavam” da ajuda. Países como Alemanha invocaram restrições constitucionais e falta de mandato da ONU, UE ou OTAN, enquanto o Japão citava sua tradição pacifista e limites legais para operações ofensivas no exterior.
Agora, sem mencionar explicitamente participação militar direta ou envio imediato de forças navais, os seis países sinalizam disposição para ações coordenadas possivelmente incluindo escoltas limitadas, apoio logístico, desminagem pós-conflito, pressão diplomática ou extensão de missões navais já existentes na região (como a da UE no Mar Vermelho). Detalhes operacionais ainda não foram revelados.
A declaração coincide com o pico da crise energética e discussões intensas na OTAN, na União Europeia e na Agência Internacional de Energia (AIE), que já autorizou a maior liberação de reservas estratégicas de petróleo da história para mitigar os impactos do bloqueio.
A situação no Estreito de Ormuz permanece volátil e evolui rapidamente. Fontes diplomáticas indicam que negociações continuam entre os aliados para definir o escopo exato da contribuição. Acompanhe atualizações em tempo real em veículos como G1, DW, Reuters, BBC e agências internacionais.
Fontes consultadas: Declaração conjunta oficial (Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Países Baixos e Japão – 19/03/2026); reportagens da DW, G1, Reuters, BBC e The Independent.
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