Declaração sobre criação de reserva reguladora gera reação e intensifica debate sobre política energética e preços no país
O presidente Lula mais uma vez recorreu a uma retórica populista e vazia ao defender a criação de um estoque regulador de petróleo para que “o país não fique chupando dedo”, durante evento na Refinaria Gabriel Passos da Petrobras, em Betim (MG), enquanto os brasileiros amargam nova alta nos preços dos combustíveis impulsionada por oscilações internacionais e falhas crônicas de gestão.
Em vez de assumir a responsabilidade pela política intervencionista que desestabiliza a Petrobras, com ingerências políticas, prejuízos bilionários em exportações e falta de investimentos consistentes em refino, Lula optou por culpar “especuladores” e fatores externos, ignorando que o Brasil, apesar da autossuficiência em produção, continua refém de uma estrutura dependente de importações de derivados e de uma estatal sucateada por anos de aparelhamento ideológico.
A fala, repleta de expressões coloquiais para soar próximo ao povo, soa como mais um truque de marketing para mascarar a ineficiência do governo em conter a inflação de combustíveis, que afeta diretamente o bolso do trabalhador, o frete e a cadeia produtiva, revelando um presidente mais preocupado em posar de salvador do que em implementar soluções estruturais reais para o setor.
Texto: @jornalista.rodolfo.oliveira
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