DEPUTADO PROTOCOLA PEDIDO DE IMPEACHMENT CONTRA FLÁVIO DINO NO STF

REDAÇÃO

Ação contesta decisão que suspendeu quebra de sigilos na CPMI do INSS e reacende debate sobre limites entre Judiciário e Legislativo

O pedido de impeachment protocolado pelo deputado Cabo Gilberto (PL) contra o ministro Flávio Dino, por ter suspendido a quebra de sigilos bancário e fiscal de Lulinha na CPMI do INSS, representa uma reação legítima e necessária à flagrante interferência do Judiciário em prerrogativas exclusivas do Legislativo, configurando mais um episódio de abuso de poder por parte de um ministro que parece atuar como escudo protetor do clã presidencial em meio a uma investigação sobre fraudes bilionárias na Previdência. 
Dino anulou a deliberação da comissão, que aprovou em bloco 87 requerimentos, incluindo o de Lulinha, alegando falta de fundamentação individualizada e violação ao devido processo legal, mas ignorou que a própria CPMI, órgão constitucionalmente investido de poderes investigatórios amplos, tem autonomia para conduzir suas apurações sem interferência externa prematura. 
Ao suspender os efeitos das quebras de sigilo e abrir precedente para blindar aliados do governo, o ministro extrapola sua função de guardião da Constituição e invade competências do Congresso, violando a separação de Poderes e comprometendo a transparência em um esquema que desviou bilhões dos aposentados brasileiros. 
Essa decisão, que contrasta com a resistência inicial da base governista, que barrou individualmente a quebra por 14 a 10, reforça a percepção de parcialidade política no STF e justifica plenamente o acionamento do Senado para apurar crime de responsabilidade, pois proteger investigados próximos ao Planalto em detrimento do interesse público não é mera correção técnica, mas um atentado à transparência e à luta contra a corrupção sistêmica.
Texto: @jornalista.rodolfo.oliveira
Foto: Divulgação