Ministro autoriza medida por 90 dias, mas afirma que ex-presidente falhou ao não acionar botão de emergência
Brasília, 24 de março de 2026:
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, concedeu nesta terça-feira prisão domiciliar humanitária temporária de 90 dias ao ex-presidente Jair Bolsonaro, a contar da alta hospitalar. Na mesma decisão, Moraes criticou Bolsonaro por não ter acionado o “botão do pânico” disponível 24 horas na Penitenciária Federal de Brasília (Papudinha) quando começou a passar mal.
Segundo o ministro, o atendimento na unidade prisional foi “eficiente” e permitiu remoção rápida ao hospital. Moraes argumentou que a intercorrência médica (broncopneumonia bacteriana bilateral) teria ocorrido independentemente do local de custódia e que Bolsonaro “errou” ao não apertar o botão de emergência mais cedo. A decisão segue parecer favorável da Procuradoria-Geral da República, mas impõe tornozeleira eletrônica e restrições severas de visitas.
Críticos apontam que Moraes mais uma vez usa o caso para fazer observações de tom moralista e controlador, mesmo ao conceder medida humanitária, reforçando a imagem de excessivo rigor e interferência pessoal em sua atuação no STF.
Foto: STF