Empresários teriam usado “laranjas” ligados ao Comando Vermelho em esquema financeiro bilionário
A cúpula do Grupo Fictor, conglomerado que pediu recuperação judicial com dívidas bilionárias e tentou comprar o falido Banco Master, usou laranjas ligados a uma célula paulista do Comando Vermelho para perpetrar fraudes sofisticadas, segundo a Polícia Federal.
Rafael Góis (foto) e Luiz Rubini, principais figuras da empresa, teriam montado uma rede de “testas de ferro” comandada por Thiago Branco para operar esquemas de gestão fraudulenta, emissão de títulos sem lastro e movimentações irregulares que iludiram investidores e quase permitiram ao grupo assumir o controle de uma instituição financeira já marcada por escândalos.
O que chama atenção é a promiscuidade criminosa: empresários de terno e gravata se associando a soldados de uma das facções mais violentas do país para lavar dinheiro, inflar balanços e enganar o mercado, enquanto o Brasil assiste a mais um episódio de “capitalismo de comparsaria” onde o crime organizado migra do tráfico para o balcão de investimentos. E
Essa ligação perigosa entre o mundo das finanças de alto risco e o submundo do CV revela a falência dos órgãos de regulação e a urgência de uma limpeza profunda: sem punições exemplares, prisão efetiva e auditorias implacáveis, o Grupo Fictor não será exceção, mas apenas mais um nome na longa lista de fraudes que transformam o sonho de retorno financeiro em pesadelo para milhares de vítimas e ameaça a própria estabilidade do sistema.
Texto: @jornalista.rodolfo.oliveira
Foto: Divulgação