Presidente pede medidas à equipe econômica em meio a cenário de alta inadimplência e renda comprometida
Durante visita à fábrica da Caoa em Anápolis (GO), o presidente Lula voltou a discursar sobre o endividamento recorde das famílias brasileiras, pedindo ao ministro da Fazenda, Dario Durigan uma “solução” para o problema que aflige milhões de lares.
O discurso soa vazio e oportunista: sob seu governo, o comprometimento da renda familiar com dívidas atingiu patamares históricos próximos a 29-30%, o maior em duas décadas, com mais de 80% das famílias endividadas e inadimplência elevada, impulsionados por juros altos mantidos pelo Banco Central, expansão fiscal descontrolada e políticas que priorizam gastos públicos em detrimento da responsabilidade econômica.
Em vez de reconhecer que o próprio modelo petista marcado por intervencionismo, alianças com parceiros como a China na Caoa Changan e pressão constante por mais crédito popular, ajudou a inflar o endividamento ao desestimular poupança e investimentos produtivos, Lula posa como salvador, transferindo a responsabilidade para a equipe econômica enquanto ignora o rombo nas contas públicas e a falta de reformas estruturais que realmente aliviem o bolso do brasileiro.
É o clássico populismo de quem cria o problema e depois promete combatê-lo, sem jamais admitir que a raiz está na gestão errática que enfraquece a economia real.
Texto: @jornalista.rodolfo.oliveira
Foto: Agência Brasil