Dono do Banco Master negocia delação premiada e pode ampliar alcance das investigações
Investigadores da Polícia Federal que atuam na possível delação premiada de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, cobraram dele informações específicas sobre negócios envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A informação foi publicada nesta domingo (29 de março de 2026) pela revista Veja, em reportagem de Robson Bonin.
Vorcaro, preso preventivamente desde março de 2026 na Operação Compliance Zero, começou a prestar depoimentos e a organizar provas e anexos para a colaboração. A PF e a Procuradoria-Geral da República (PGR) deixaram claro que ele não poderá omitir fatos relevantes na delação. A expectativa é que a colaboração atinja políticos e integrantes de todos os poderes que teriam se beneficiado de operações do banco.
Vorcaro assinou termo de confidencialidade com a PF e a PGR, primeiro passo formal para negociar a delação premiada. O caso envolve fraudes bilionárias no Banco Master, incluindo captação irregular de recursos via CDBs, manipulação de mercado, lavagem de capitais e suposta corrupção de agentes públicos.
O inquérito no STF, que inicialmente tinha o ministro Dias Toffoli como relator, agora está sob relatoria do ministro André Mendonça. Toffoli deixou a relatoria após questionamentos sobre possível conflito de interesses. A delação ainda não foi homologada e está em fase inicial de negociação.
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