Levantamento aponta divisão do eleitorado, com vantagem do presidente em programas sociais e do senador entre evangélicos
A nova rodada da Paraná Pesquisas expõe de forma crua a estratégia eleitoral de Lula: o petista domina entre os beneficiários do Bolsa Família, onde 60,9% dos que declaram voto nele recebem o auxílio, contra apenas 28,9% dos eleitores de Flávio Bolsonaro, revelando uma base ancorada na dependência de programas sociais redistributivos que, após anos de governo, ainda não conseguiram gerar autonomia ou crescimento econômico real para milhões de brasileiros.
Enquanto isso, o senador avança com força entre os religiosos, especialmente evangélicos, com 53% de intenção de voto contra míseros 27% para Lula, segmento que rejeita a agenda moral e cultural do petismo e valoriza valores conservadores que o Planalto insiste em confrontar.
Essa divisão nítida denuncia o esgotamento do projeto lulista: incapaz de conquistar os eleitores mais independentes, produtivos e de fé, Lula se refugia no clientelismo estatal, transformando o Bolsa Família em uma espécie de “voto de cabresto moderno”, ao mesmo tempo em que perde terreno entre quem prioriza ética, família e liberdade, um retrato de um presidente que governa para uma fatia dependente, mas vê o país real escapando de suas mãos.
Por: Rodolfo Oliveira
Foto: CB/DA Press