ENQUANTO PCC FATURA BILHÕES NO SETOR DE COMBUSTÍVEIS, MP PEDE MAIS TEMPO PARA INVESTIGAR CARBONO OCULTO

REDAÇÃO

Operação Carbono Oculto apura movimentações bilionárias envolvendo postos, fintechs e suspeitas de lavagem de dinheiro

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) solicitou mais tempo, até 90 dias, para concluir as apurações da Operação Carbono Oculto, que expôs a sofisticada atuação do PCC no setor de combustíveis e no mercado financeiro da Faria Lima. 
A força-tarefa, que envolve Gaeco, Receita Federal e Polícia Federal, já mapeou uma rede de cerca de mil postos de gasolina que movimentaram R$ 52 bilhões entre 2020 e 2024, além de bilhões em importações ilícitas, adulteração de combustíveis, sonegação fiscal e lavagem de dinheiro por meio de fintechs e operadores financeiros sofisticados da avenida mais cara de São Paulo. 
Enquanto o esquema bilionário, que transformou facção criminosa em uma espécie de “holding” com ramificações em fundos de investimento e bancos paralelos, continua sendo destrinchado, a demora em encerrar as investigações levanta questionamentos sobre a capacidade do Estado de agir com rapidez contra o poder econômico do PCC, que se infiltra na economia formal com a cumplicidade de operadores “de gravata” e expõe a fragilidade dos mecanismos de compliance e fiscalização no Brasil.
Texto: Rodolfo Oliveira 
Foto: Divulgação