Acordo de duas semanas suspende ataques americanos e permite passagem coordenada pelo estreito, abrindo espaço para negociações em Islamabad
O Paquistão atuou como principal mediador indireto entre o Irã e os Estados Unidos nas últimas semanas. Na noite de 6 para 7 de abril de 2026, o primeiro-ministro paquistanês Shehbaz Sharif e o chefe do Exército, marechal de campo Asim Munir, mantiveram contatos intensos com ambos os lados, incluindo conversas com o vice-presidente americano JD Vance, o enviado especial Steve Witkoff e o ministro das Relações Exteriores iraniano Abbas Araghchi.
O Paquistão propôs uma trégua temporária de duas semanas: o Irã reabriria o Estreito de Ormuz para trânsito seguro de navios, enquanto os Estados Unidos suspendessem os bombardeios contra o Irã pelo mesmo período. Sharif pediu publicamente a Trump que estendesse seu ultimato por duas semanas e, ao mesmo tempo, solicitou ao Irã que abrisse o estreito como gesto de boa vontade para dar espaço à diplomacia.
O Irã aceitou a proposta. Na terça-feira, 7 de abril, Araghchi anunciou que, durante duas semanas, será possível a passagem coordenada e segura pelo Estreito de Ormuz, desde que seja feito em coordenação com as Forças Armadas iranianas e respeitando as condições de segurança. Em resposta, o presidente Donald Trump confirmou que suspendia os ataques contra o Irã por duas semanas, condicionado exatamente à reabertura do estreito. Os ataques americanos foram paralisados em seguida.
O acordo é temporário e frágil. As duas partes concordaram em continuar as negociações presenciais em Islamabad a partir de 10 de abril. O Paquistão celebrou o resultado como um avanço importante para evitar uma escalada maior no conflito.
Essa mediação paquistanesa foi decisiva para evitar novos bombardeios naquela noite e abrir uma janela curta de trégua. A situação na região continua volátil e dependerá do cumprimento das condições por ambos os lados nas próximas duas semanas.
Texto: Redação Diario 360