SERÁ QUE COLA? LULA DIVIDE BRASIL EM BONS E MAUS E DIZ QUE A ESQUERDA DEFENDE “DIGNIDADE DE VIVER BEM”

REDAÇÃO

Fala do presidente sobre papel da esquerda no debate público provoca críticas e amplia polarização política

O presidente Lula afirmou que a esquerda só “atua” quando a maioria fica em silêncio, descrevendo seu espectro político como o defensor exclusivo da “dignidade de viver bem”, como se o resto da sociedade brasileira fosse composta por egoístas mudos ou cúmplices do mal.
Lula transforma o dissenso expresso por milhões de eleitores que rejeitam o aparelhamento do Estado, o aumento da carga tributária, a corrupção endêmica e o fracasso nas políticas públicas em mero “silêncio covarde”.
O povo brasileiro hoje sofre com inflação de alimentos, desemprego disfarçado, violência urbana descontrolada e um Congresso comprado a peso de ouro para aprovar retrocessos.
Lula, que passou anos calado ou relativizando escândalos do PT, Mensalão e Petrolão, agora posa de salvador da pátria moral e tenta convencer as pessoas de que a esquerda representa o lado bom desse campo de batalha.
No fundo, o discurso revela o que sempre foi: uma esquerda que só respeita a maioria quando ela obedece, e que, ao se sentir ameaçada pela voz das ruas e das redes, recorre ao velho truque de cercear a liberdade de expressão, para obter mais controle e, assim, promover mais gastos públicos e menos liberdade.
Uma postura não só autoritária, mas patética para quem comanda um país que, apesar de tudo, ainda resiste ao projeto de hegemonia petista.
Texto: Rodolfo Oliveira
Foto: Metrópoles