Senador do PT defende distinção entre povo judeu e governo israelense em meio a críticas sobre posição do Brasil no conflito
O senador Jaques Wagner (PT-BA), que se apresenta como judeu, resolveu dissociar o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu do “pensamento judaico” e condenar a ofensiva israelense no Oriente Médio, como se o Estado de Israel, única democracia da região cercada por inimigos que pregam abertamente sua destruição, devesse pedir licença ao governo Lula para se defender após os massacres do Hamas em 7 de outubro e os ataques contínuos de aliados do terror.
Essa manobra barata não só ignora que o povo israelense elegeu Netanyahu democraticamente em meio a uma guerra existencial, mas também revela a hipocrisia de Wagner: enquanto finge defender o “verdadeiro judaísmo”, alinha-se ao mesmo governo que flerta com regimes que negam o Holocausto, financiam o terrorismo islâmico e ameaçam varrer Israel do mapa, como o Irã e seus aliados.
Ao tentar separar o “povo judeu” da legítima resposta militar de Israel contra o Hamas, que usa civis como escudos humanos e promete repetir o 7/10 quantas vezes forem necessárias, Wagner presta um desserviço à memória das vítimas judaicas e à segurança de Israel, expondo-se como mais um petista disposto a sacrificar princípios em nome da militância anti-Israel que domina o Palácio do Planalto.
Em vez de condenar os verdadeiros responsáveis pelo sofrimento na região, ou seja, o fanatismo jihadista que rejeita qualquer solução de dois Estados, o líder do governo no Senado prefere ecoar narrativas que enfraquecem o único aliado democrático do Ocidente no Oriente Médio, traindo tanto sua própria identidade quanto a realidade dos fatos.
Texto: Rodolfo Oliveira
Foto: Metrópoles