Declaração ocorre em meio a impasse entre Estados Unidos e Irã sobre programa nuclear e reacende tensões diplomáticas
O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf (foto), apressou-se em declarar que os EUA “não conquistaram confiança” da delegação de Teerã, como se o regime teocrático, famoso por violar acordos nucleares anteriores, financiar o terrorismo via aliados como Hezbollah e Hamas e reprimir brutalmente seu próprio povo, estivesse em posição moral para ditar lições de confiabilidade.
Enquanto os americanos apontam o cerne do impasse na recusa iraniana de abandonar o programa nuclear militar, Qalibaf posa de vítima “boa vontade”, ignorando que é exatamente a obsessão do Irã por enriquecer urânio em níveis bélicos, aliada à sua retórica genocida contra Israel e ao histórico de mentiras e provocações, que erode qualquer credibilidade internacional.
Esse teatro de acusações invertidas revela mais uma vez a intransigência de um regime isolado, disposto a prolongar o conflito e o sofrimento regional apenas para preservar seu projeto de arma nuclear e hegemonia xiita, em vez de optar pela transparência e pela paz real.
Texto: Rodolfo Oliveira
Foto: Divulgação