ZELENSKY CELEBRA O FIM DO REGIME PRÓ-RÚSSIA DE ORBÁN: HUNGRIA DIZ NÃO AO ALIADO DE PUTIN
REDAÇÃO
Resultado das eleições na Hungria encerra 16 anos de governo de Orbán e repercute no cenário político europeu e na relação com a Rússia
A vitória esmagadora de Péter Magyar e do partido Tisza nas eleições parlamentares húngaras, que pôs fim aos 16 anos de domínio de Viktor Orbán, foi imediatamente celebrada pelo presidente ucraniano Volodymyr Zelensky como um triunfo da democracia e da cooperação europeia, um duro golpe no Kremlin, que perde um de seus mais fiéis e úteis aliados dentro da União Europeia.
Orbán, que se aproximou de forma escandalosa de Vladimir Putin, bloqueando ou atrasando sanções contra a Rússia agressora, sabotando o apoio coletivo à Ucrânia e transformando Budapeste em uma espécie de cavalo de Troia do imperialismo russo no continente, viu seu projeto pró-Moscou desmoronar perante o repúdio popular.
Essa derrota expõe o alto preço que a Hungria pagou pela subserviência de Orbán a Putin: isolamento na Europa, corrupção endêmica e uma política externa que servia mais aos interesses do ditador russo, responsável pela invasão brutal da Ucrânia e pela desestabilização continental, do que ao bem-estar do povo húngaro.
Que a comemoração de Zelensky marque não apenas o fim de um regime amigo da agressão russa, mas o início de uma Hungria que rejeita o alinhamento vergonhoso com o Kremlin e volte a defender a soberania e a paz na Europa.
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