KASSIO NUNES MARQUES ASSUME PRESIDÊNCIA DO TSE COM MENDONÇA NA VICE-PRESIDÊNCIA

REDAÇÃO

TSE elege Kassio Nunes Marques como novo presidente da Corte para comandar as eleições de 2026

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) elegeu nesta terça-feira (14 de abril de 2026), em votação simbólica, o ministro Kassio Nunes Marques como novo presidente da Corte. O ministro André Mendonça foi escolhido como vice-presidente. A mudança ocorre após a ministra Cármen Lúcia antecipar sua saída de carga para facilitar a transição antes das eleições gerais de outubro.
A posse está prevista para o fim de maio, e Nunes Marques assumirá o comando da Justiça Eleitoral durante todo o processo eleitoral de 2026, cujo primeiro turno está marcado para 4 de outubro. Pela tradição de rodízio entre os ministros do STF que integram o TSE, a eleição foi protocolar e confirmou a sucessão natural.
Contexto da troca de comando
A atual presidente, ministra Cármen Lúcia, anunciou na semana passada a antecipação da sucessão para que a nova diretoria tenha tempo suficiente para organizar as eleições. Com isso, Nunes Marques — que atualmente ocupa a vice-presidência — assumirá o posto antes do previsto inicialmente (junho).
Pela primeira vez na história, dois ministros indicados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (Kassio Nunes Marques e André Mendonça) irão simultaneamente no comando do TSE durante uma eleição presidencial. Nunes Marques foi nomeado para o STF em 2020 e integrou o TSE como ministro efetivo desde 2023. Recentemente, atuou como relator das resoluções que vão reger o pleito de 2026.
O que muda com a nova gestãoComo presidente do TSE, Kassio Nunes Marques será responsável por coordenar todas as etapas das eleições: planejamento, fiscalização, regras sobre uso de inteligência artificial, combate à desinformação e julgamento de eventuais contestações. A Corte também define resoluções importantes sobre propaganda eleitoral, financiamento de campanhas e condutas vedadas.
A eleição interna ocorreu às 19h e foi realizada de forma simbólica, como é tradicional nesses casos. Não houve surpresas, pois a sucessão já era dada como certa pelos ministros.
Texto: Redação Diário 360
Foto: Reprodução