FAB FEZ 111 VOOS COM APENAS UM PASSAGEIRO: A FARRA DE JATINHOS OFICIAIS BANCADA PELOS PAGADORES DE IMPOSTOS

REDAÇÃO

Auditoria do Tribunal de Contas da União identifica voos individuais e determina revisão das regras pela Casa Civil

A Força Aérea Brasileira realizou 111 voos transportando apenas um passageiro entre 2020 e 2024, segundo auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU), que nesta terça-feira (15) determinou à Casa Civil a apresentação de um plano para reformular as regras de uso das aeronaves oficiais, um escândalo de desperdício que expõe o descaso crônico com o dinheiro dos pagadores de impostos em Brasília.
Enquanto milhões de brasileiros lutam com inflação de alimentos, salário mínimo insuficiente e serviços precários, autoridades de alto escalão, incluindo ministros, parlamentares e membros do Judiciário, tratam jatinhos da FAB como táxi particular de luxo, voando sozinhos sem qualquer pudor ou justificativa de segurança que justifique o custo bilionário de combustível, manutenção, tripulação e logística.
Essa prática não é mera ineficiência operacional: é o retrato de uma elite política que se considera acima do povo, usando recursos das Forças Armadas, destinadas à defesa nacional, para conforto e status pessoal, em total desrespeito à economicidade e à moralidade administrativa.
A determinação do TCU, embora tardia, confirma o que o pagador de impostos já suspeitava há anos: o abuso sistemático de aviões oficiais virou norma em todos os governos, mas persiste com especial cinismo no atual, onde o discurso de “austeridade” e “defesa dos pobres” serve apenas de cortina de fumaça para o luxo aéreo pago pelo povo.
Reformar as regras é o mínimo; o que o Brasil precisa é de punição exemplar e transparência total para acabar com essa farra que envergonha as instituições e esvazia os cofres alheios.
Texto: Rodolfo Oliveira
Foto: Divulgação