Icone do basquete brasileiro deixa legado histórico após longa luta contra tumor cerebral
O basquete brasileiro amanheceu de luto nesta sexta-feira, 17 de abril de 2026. Oscar Schmidt, eternamente conhecido como “Mão Santa”, morreu aos 68 anos em Santana do Parnaíba, na Grande São Paulo, após passar mal em casa e ser levado para atendimento médico.
O ex-jogador enfrentava desde 2011 um tumor cerebral (glioma), tendo passado por cirurgias, radioterapia e quimioterapia ao longo de mais de 15 anos.
Com uma carreira que se estendeu de 1974 a 2003, Oscar construiu uma das trajetórias mais impressionantes da história do basquete, somando 49.737 pontos em jogos oficiais — um dos maiores registros já alcançados no esporte.
Nascido em Natal (RN), em 1958, destacou-se pela precisão nos arremessos de longa distância, liderança em quadra e dedicação à seleção brasileira. Durante sua carreira, recusou oportunidades na NBA para seguir defendendo o Brasil em competições internacionais.
Seu momento mais emblemático aconteceu nos Jogos Pan-Americanos de 1987, quando liderou a seleção brasileira na histórica vitória sobre os Estados Unidos, marcando 46 pontos — sendo 35 no segundo tempo — na conquista da medalha de ouro.
Oscar também disputou cinco edições dos Jogos Olímpicos e foi, por anos, o maior pontuador da história da competição, com mais de mil pontos anotados.
Nos últimos anos, enfrentou a doença com transparência e chegou a afirmar publicamente que havia aprendido a valorizar ainda mais a vida e a família. Recentemente, foi homenageado com a inclusão no Hall da Fama do Comitê Olímpico do Brasil, embora não tenha conseguido comparecer à cerimônia por motivos de saúde.
A morte de Oscar Schmidt gerou forte comoção nacional, com homenagens de atletas, clubes, entidades esportivas e fãs de diferentes gerações.
Considerado o maior nome do basquete brasileiro, o “Mão Santa” deixa um legado que ultrapassa estatísticas: o de um atleta que marcou época, inspirou milhões e elevou o nome do Brasil no cenário esportivo mundial.
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