Ministro cita necessidade de proteger economia popular diante de efeitos da guerra no oriente médio
Brasília, 17 de abril de 2026:
Em meio a preocupações com os reflexos da guerra no Oriente Médio sobre a economia brasileira, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães (PT), afirmou que o governo pode recorrer ao aumento do endividamento público como forma de mitigar impactos sobre a população.
A declaração foi feita durante café da manhã com jornalistas no Palácio do Planalto. Segundo o ministro, eventuais medidas devem evitar que os custos da crise internacional sejam repassados diretamente aos consumidores. “Se tiver que aumentar o endividamento do país para proteger a economia popular, essa possibilidade deve ser considerada”, indicou.
Guimarães comentou os efeitos do cenário externo sobre preços de combustíveis, fertilizantes e alimentos. Ele reconheceu que medidas já adotadas, como subsídios ao diesel, podem não ser suficientes, e que novas ações estão em estudo, incluindo possíveis intervenções adicionais para conter a alta de preços.
Ao mesmo tempo, o ministro afirmou que o governo pretende manter o compromisso com responsabilidade fiscal e social. O tema ocorre em um contexto de pressão inflacionária em itens essenciais e de preocupação com o nível de endividamento das famílias brasileiras.
A discussão sobre o uso de políticas fiscais para enfrentar choques externos envolve diferentes avaliações no meio econômico. Parte dos analistas destaca a importância de medidas de proteção em momentos de crise, enquanto outros apontam riscos associados ao aumento da dívida pública, como impacto sobre juros, câmbio e percepção de credibilidade fiscal.
Até o momento, não houve detalhamento oficial sobre eventuais novas medidas nem anúncio formal por parte do governo federal.
Foto: Câmara dos Deputados