IRÃ FECHA ORMUZ MAIS UMA VEZ E APONTA DEDO PARA O BLOQUEIO NAVAL DOS ESTADOS UNIDOS

REDAÇÃO

Reviravolta horas após reabertura aumenta tensão e ameaça mercados internacionais

O regime iraniano voltou a impor o fechamento do Estreito de Ormuz neste sábado, 18 de abril, apenas horas após anunciar sua reabertura, gerando mais um episódio de instabilidade que ameaça a segurança energética global. A Guarda Revolucionária Islâmica e o comando militar declararam que o estreito retornou ao “estado anterior de controle estrito”, justificando a medida com a alegação de que os Estados Unidos mantiveram o bloqueio naval aos portos iranianos. A decisão representa uma reviravolta rápida e irresponsável, especialmente depois que o chanceler Abbas Araghchi havia proclamado, na sexta-feira, que a passagem estava “completamente aberta” a todos os navios comerciais durante o cessar-fogo temporário no Líbano.
Essa tática de abrir e fechar o estreito como instrumento de pressão política expõe o caráter imprevisível e coercitivo do regime de Teerã, prejudicando consumidores e empresas em todo o planeta. Por onde circula cerca de 20% do petróleo mundial, o Estreito de Ormuz é uma artéria vital para a economia global, e sua manipulação repetida eleva os custos de transporte e seguro, além de gerar incerteza desnecessária nos mercados. Especialistas criticam a conduta iraniana por priorizar confrontos e chantagens em vez de soluções duradouras, o que mantém elevado o risco de novas disrupções no suprimento de energia e impacta diretamente preços, inflação e crescimento econômico mundial.
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