Entidade classifica declarações como “sem fundamento” e defende valorização da categoria e políticas estruturais de segurança
O presidente Lula afirmou ter convocado delegados e agentes “fora da corporação” que estariam “fingindo trabalhar” em outros órgãos, sob o pretexto de reforçar o combate ao crime organizado e “prender bandido”.
A declaração, repleta de desqualificação genérica e tom autoritário, revela mais uma vez o estilo petista de tratar instituições sérias como extensão do palanque eleitoral, ignorando a complexidade das cessões legais de servidores para funções estratégicas no Estado.
A Associação dos Delegados da Polícia Federal (ADPF) reagiu com razão, classificando as críticas como “sem fundamento” e acusando Lula de simplificar indevidamente o tema da segurança pública, que exige investimentos estruturais, inteligência e valorização profissional, e não propaganda barata ou ofensas a quem arrisca a vida contra o crime.
Enquanto Lula posa de justiceiro, sua gestão acumula frustrações na categoria, com promessas descumpridas de fundos e recursos, expondo a hipocrisia de um governo que prefere atacar policiais a resolver os problemas reais de uma PF sobrecarregada e politizada por conveniência.
Texto: Rodolfo Oliveira
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