A defesa de Bolsonaro pediu ao STF autorização para Michelle retomar reuniões semanais de oração na residência do casal, com a participação de 13 pessoas previamente identificadas
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou um pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF), direcionado ao ministro Alexandre de Moraes, solicitando autorização para que Michelle Bolsonaro possa retomar as reuniões semanais de um grupo de oração na residência do casal. A solicitação ocorre em meio às restrições judiciais impostas ao ex-presidente, que atualmente cumpre prisão domiciliar.
Segundo os advogados, os encontros possuem caráter exclusivamente religioso e são destinados à oração, à comunhão entre os participantes e ao acompanhamento espiritual. A defesa argumenta que as reuniões não têm finalidade política e fazem parte das atividades religiosas realizadas por Michelle Bolsonaro.
O pedido estabelece que os encontros sejam realizados todas as quartas-feiras, às 19h30, na residência da família. A intenção é permitir que o grupo retome uma rotina de orações, respeitando as condições determinadas pela Justiça.
Para demonstrar transparência e facilitar o controle das visitas, os advogados apresentaram uma lista fechada contendo os nomes e CPFs de 13 pessoas que participariam das reuniões. A medida busca garantir que somente os integrantes previamente identificados tenham acesso à residência durante os encontros.
A necessidade de autorização judicial está relacionada à situação jurídica de Jair Bolsonaro. O ex-presidente cumpre prisão domiciliar humanitária, concedida em março de 2026 após problemas de saúde relacionados a um quadro de broncopneumonia, e permanece submetido a regras que restringem o recebimento de visitantes.
Diante dessas condições, a entrada de pessoas na residência precisa observar as determinações judiciais em vigor. Por esse motivo, mesmo encontros de natureza religiosa organizados por Michelle dependem de autorização, já que seriam realizados no imóvel onde Bolsonaro cumpre a medida.
O caso ganhou repercussão nas redes sociais e provocou críticas de apoiadores do ex-presidente. Para esse grupo, a necessidade de recorrer ao STF para permitir reuniões de oração representa uma restrição excessiva à rotina familiar e ao exercício de atividades religiosas.
Por outro lado, as restrições de visitas decorrem das condições estabelecidas para o cumprimento da prisão domiciliar. A autorização solicitada não envolve uma proibição geral de orar, mas a possibilidade de receber um grupo de pessoas na residência submetida ao controle judicial.
Michelle Bolsonaro mantém uma atuação pública ligada à fé cristã e frequentemente compartilha mensagens religiosas em suas redes sociais. A retomada dos encontros semanais representa, segundo a justificativa apresentada pela defesa, a continuidade de uma atividade de caráter espiritual.
Com a solicitação encaminhada ao Supremo, caberá ao ministro Alexandre de Moraes analisar se os encontros poderão ser realizados nas condições propostas. Enquanto não houver autorização, a retomada das reuniões com os participantes indicados permanece condicionada à decisão judicial.
⸻
📝 Texto: @0ficiallgabi
📸 Foto: Divulgação
🔔 A notícia não para por aqui.
📢 SIGA O DIÁRIO 360 / Acesse nosso link na bio.
▶️ Inscreva-se no nosso YouTube.
🌐 Acesse diario360.com.br
Acesse nosso site e acompanhe todas as nossas plataformas.