Voo com Fernando Cavendish e investigação sobre desembarque levantam questionamentos sobre proximidade com figuras envolvidas em irregularidades
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), viajou no mesmo voo executivo que trouxe de volta ao Brasil o empresário Fernando Cavendish, condenado em desdobramentos da Operação Lava Jato.
O avião particular, de propriedade de Fernando Oliveira Lima, conhecido como “Fernandin OIG” e apontado como operador de plataformas de jogo do tigrinho, pousou em um aeroporto executivo de São Paulo no dia 20 de abril de 2025.
O constrangedor detalhe é que a Polícia Federal investiga irregularidades no desembarque, incluindo a suspeita de que um auditor da Receita Federal permitiu a entrada de bagagens de um tripulante sem qualquer inspeção.
A proximidade entre o líder do Legislativo brasileiro e condenados da Lava Jato, somada à companhia de operadores do jogo ilegal, reforça a percepção de que o poder em Brasília continua convivendo com naturalidade com figuras envolvidas em corrupção e atividades de alto risco, numa demonstração clara de que a velha política segue viva e sem qualquer pudor.
Texto: @jornalista.rodolfo.oliveira
Fotos: Divulgação