Publicação associando suposta “traição” a referência religiosa provoca críticas e levanta debate sobre discurso no meio político
Kátia Abreu, a ex-senadora petista e ex-ministra de Dilma Rousseff, expôs mais uma vez o baixo nível intelectual e ético que marca parte da esquerda brasileira ao publicar, e depois apagar covardemente, um post nas redes sociais em que associava a suposta “traição” do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, ao presidente Lula ao fato de ele ser judeu, evocando explicitamente Judas Iscariotes com a frase “Judas era judeu” e “cada época tem seu Judas”.
Em vez de criticar Alcolumbre por razões políticas, Kátia recorreu ao mais rasteiro antissemitismo de botequim, reduzindo uma discordância institucional a uma suposta essência étnico-religiosa traidora, numa clara tentativa de explorar preconceito barato para mobilizar sua base.
Kátia Abreu não merece espaço na política séria: sua atitude envergonha o debate público brasileiro e reforça como o ressentimento petista frequentemente descamba para o preconceito mais vil quando o cálculo de poder não fecha.
Texto: Rodolfo Oliveira
Foto: Divulgação