Ausência de reuniões diretas com chefes do Legislativo no início de 2026 chama atenção em meio a desafios na relação entre Executivo e Parlamento
O presidente Lula completou o primeiro trimestre de 2026 sem se reunir uma única vez com os presidentes da Câmara e do Senado, segundo a agenda oficial, demonstrando um esvaziamento da articulação política no Palácio do Planalto.
Nem o chamado “corpo a corpo” com os líderes do Congresso foi realizado, e a interlocução com partidos da base aliada também registrou queda significativa.
Em um ano marcado por desafios econômicos, pautas polêmicas no Legislativo e necessidade de aprovar matérias importantes, o petista opta pelo isolamento, delegando a gestão de relações políticas a auxiliares enquanto evita o confronto direto e a negociação franca com o Parlamento.
O resultado é um governo cada vez mais distante do Congresso, refém de crises institucionais autoinfligidas e incapaz de construir consensos mínimos para avançar sua agenda.
Aos quase 80 anos e em seu terceiro mandato, Lula mostra que, mais do que nunca, falta liderança e habilidade política para governar um país continental como o Brasil.
Texto: Rodolfo Oliveira
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