Declaração de “Nicolasito” em entrevista contrasta com acusações e investigações sobre o ex-líder venezuelano
Nicolasito Maduro, filho do ex-ditador Nicolás Maduro, afirmou que o pai “não tem dinheiro, nem laranjas” e que seu único patrimônio é um apartamento, dependendo de um acordo político para garantir o futuro.
A ironia é cruel: enquanto o regime chavista saqueou as riquezas da Venezuela, transformando o país mais rico da América Latina em um território de fome, êxodo em massa, hiperinflação e miséria generalizada, o caudilho que se apresentava como revolucionário bolivariano agora é retratado pelo próprio filho como um homem quase desprovido de bens.
A narrativa patética tenta humanizar o tirano responsável por décadas de repressão, corrupção bilionária, narcotráfico de Estado e destruição institucional, mas apenas expõe a hipocrisia suprema: o homem que arruinou milhões de venezuelanos e enriqueceu seus comparsas nas Forças Armadas e no cartel das “laranjas” agora alega pobreza.
Maduro não merece piedade nem acordo político; merece justiça por ter transformado um país em ruínas enquanto sua família desfrutava do poder absoluto.
A confissão do filho é o epitáfio de um regime que sempre foi sinônimo de roubo, autoritarismo e tragédia humanitária.
Texto: Rodolfo Oliveira
Foto: Reuters