EX-PADRASTO DE MC RYAN SP É APONTADO COMO OPERADOR DO PCC EM ESQUEMA MILIONÁRIO

REDAÇÃO

PF e MP-SP apontam Eduardo Magrini, ex-padrasto de MC Ryan SP, como peça-chave em esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC.

Eduardo Magrini, conhecido como “Diabo Loiro”, voltou ao centro das atenções após ser apontado pela Polícia Federal e pelo Ministério Público de São Paulo como um dos principais nomes ligados à lavagem de dinheiro do PCC (Primeiro Comando da Capital). O influenciador rural e empresário é ex-padrasto do cantor MC Ryan SP, com quem conviveu por cerca de dez anos durante a infância e adolescência do funkeiro.
As investigações fazem parte da Operação Caronte, também associada à Narco Fluxo, que apura um esquema bilionário de ocultação de recursos do tráfico de drogas por meio de empresas de transporte, eventos de rodeio, criação de gado e outros negócios considerados de fachada pelas autoridades. Durante as ações, agentes apreenderam grandes quantias em dinheiro, veículos de luxo, cavalos de alto valor e até um touro avaliado em cifras milionárias.
Segundo os investigadores, Eduardo Magrini já havia sido preso em outubro de 2025 durante a Operação Off White, outra ofensiva contra o braço financeiro da facção criminosa. Além disso, ele também aparece em apurações relacionadas a um suposto plano do PCC para assassinar o promotor de Justiça Amauri Silveira Filho.
Os registros policiais apontam ainda antecedentes por tráfico de drogas, homicídio e formação de quadrilha. Para a polícia, o apelido “Diabo Loiro” já era conhecido em investigações anteriores envolvendo o crime organizado.
O caso ganhou ainda mais repercussão após a prisão de MC Ryan SP em abril de 2026, durante a Operação Narco Fluxo. O irmão do cantor por parte de mãe, Mateus Magrini — filho biológico de Eduardo Magrini — também foi alvo das investigações, o que ampliou as suspeitas sobre conexões familiares dentro do esquema investigado.
Até o momento, as defesas dos envolvidos negam participação em atividades criminosas. As investigações seguem em andamento sob responsabilidade da Polícia Federal e do Ministério Público de São Paulo.
Foto: Divulgação