POLÍCIA FEDERAL REVELA: PLANO ALTERNATIVO PREVIA BTG PACTUAL COMPRANDO O BANCO MASTER COM O FUNDO GARANTIDOR DE CRÉDITOS COMO SÓCIO.

REDAÇÃO

Documentos obtidos pela PF apontam discussões sobre alternativas de aquisição do Banco Master com participação do Fundo Garantidor de Créditos

Mais um capítulo escandaloso da crise do Banco Master expõe como grandes players do mercado financeiro brasileiro articulam nos bastidores para minimizar perdas e transferir riscos ao pagador de imposto.
Segundo registros obtidos pela Polícia Federal, o BTG Pactual teria sido cotado para comprar o banco por um valor meramente simbólico, antes mesmo da proposta do BRB, que contaria com o apoio do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
No plano alternativo, o BRB ficaria com os ativos problemáticos do Master para viabilizar a operação, ou seja, os bancos fortes pegam a parte boa (ou o que sobrou dela) por preço de banana, enquanto o FGC, alimentado por recursos de todo o sistema bancário (e, indiretamente, pelo pagador de impostos), arcaria com o rombo dos ativos podres.
Esse tipo de engenharia financeira levanta suspeitas graves de favorecimento, falta de transparência e socialização de prejuízos privados.
Enquanto depositantes e pequenos investidores amargam perdas ou incertezas, os grandes nomes do mercado parecem costurar saídas confortáveis, usando mecanismos públicos para limpar o balanço alheio.
O caso Master reforça a percepção de que, no Brasil, para certos banqueiros bem conectados, até falência vira oportunidade de negócio.
Texto: Rodolfo Oliveira
Foto: Divulgação