CÁSSIO NUNES MARQUES VAI DECIDIR SE SUSPENDE PESQUISA ATLASINTEL.

REDAÇÃO

Presidente do TSE, Cássio Nunes Marques analisará ação do PL que questiona metodologia da pesquisa AtlasIntel/Bloomberg sobre a disputa presidencial de 2026

A ação apresentada pelo PL ao Tribunal Superior Eleitoral contra a pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta terça-feira (19) adicionou mais um capítulo à disputa política em torno da corrida presidencial de 2026. O processo será analisado pelo ministro Cássio Nunes Marques, recém-empossado presidente do TSE.
A legenda questiona a metodologia utilizada no levantamento, especialmente pontos do questionário que, segundo o partido, poderiam induzir o eleitorado ao relacionar o senador Flávio Bolsonaro ao caso envolvendo o Banco Master e o banqueiro Daniel Vorcaro. Para o PL, houve desequilíbrio na formulação da pesquisa ao destacar apenas episódios ligados a Flávio Bolsonaro, sem citar fatos envolvendo o presidente Lula e Vorcaro, como a reunião realizada fora da agenda oficial entre ambos e relatos de que Lula teria aconselhado o banqueiro a não vender o Banco Master.
A campanha de Flávio Bolsonaro sustenta que a abordagem adotada pela pesquisa teve caráter negativo e potencialmente manipulador, influenciando a percepção do eleitorado ao exibir conteúdos relacionados ao caso durante o questionário. O partido também pede apuração de possível irregularidade eleitoral.
A AtlasIntel, por sua vez, afirma que o levantamento seguiu critérios técnicos rigorosos e que a pesquisa foi devidamente registrada junto à Justiça Eleitoral, conforme determina a legislação. O instituto defende a legalidade da metodologia utilizada e nega qualquer direcionamento político.
O caso ganhou repercussão nacional após a pesquisa apontar queda nas intenções de voto de Flávio Bolsonaro em cenários de segundo turno, logo após a divulgação de áudios relacionados ao episódio do Banco Master. A movimentação judicial agora coloca o TSE no centro do debate sobre os limites metodológicos, imparcialidade e transparência na realização de pesquisas eleitorais.
A decisão de Cássio Nunes Marques sobre o pedido de liminar deve definir os próximos passos do caso e pode abrir precedente importante para futuras disputas envolvendo institutos de pesquisa e campanhas eleitorais durante o período pré-eleitoral.
Foto: TSE